Junho, 27. Domingo.
Tribos indígenas acharam os cadáveres dos cães que encontraram meu corpo, após e ter morrido de tédio na sexta-feira.


-> 13:07h
   Quando a gente pensa que a inutilidade pré-fim-de-semana passou, vem o domingo.

-> 14:27h
   Estou no carro, a caminho de uma reunião de família, tentando evitar de ser esmagada pelo meu irmão contra a janela porque ele está tentando ler o meu diário.
   Por quê, Deus? Por quê?

-> 14:51h
   Ainda estou inconsolável.
   E no carro.
   E rumo a uma reunião de família.
   O que fazer numa situação dessas?
   Não devo perder a calma. Tenho certeza que no próximo posto de gasolina que nós pararmos vai haver uma adorável banquinha armada, cheia de livros de auto-ajuda pra vender, do lado de uma velhinha sorridente. Eu peço pra ela algum livro com o título "Como Fugir das Reuniões em Família Em Onze Passos e Meio" ou algo parecido.

-> 15:02h
   Nenhum posto.
   Nenhuma barraca.
   Nenhuma velhinha sorridente.
   Nenhum livro de auto-ajuda caindo do céu.

-> 15:06h
   Se bem que eu fui boba.
   Velhinhas sorridentes não existem.

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